Execução Orçamental em Contabilidade Nacional, 1T 2016, UTAO

Página criada: Terça-feira, 12 Julho 2016 15:46GMT | Atualizada: Terça-feira, 12 Julho 2016 16:14GMT

Comunicado de Imprensa:  12 julho 2016 - 13 Página(s)
Palavras-Chave:
Contas Nacionais   Execução orçamental   UTAO

No 1.º trimestre de 2016, o défice das administrações públicas em contabilidade nacional ascendeu a 3,2% do PIB. Apesar de ter evidenciado uma redução de 2,3 p.p. face ao período homólogo, o défice registado nos primeiros três meses do ano excedeu o objetivo de 2,2% do PIB previsto para 2016 e o objetivo ajustado de operações one-off de 2,4% do PIB. O desvio desfavorável observado no 1.º trimestre não coloca necessariamente em causa o cumprimento do objetivo, mas coloca desafios à execução orçamental dos próximos trimestres, num contexto em que no plano interno se antecipam pressões ascendentes sobre a despesa e em que os desenvolvimentos no plano internacional podem vir a resultar num impacto adverso sobre o crescimento económico e sobre as contas das administrações públicas. Face ao período homólogo, a redução do défice foi alcançada através de um aumento da receita e de uma diminuição simultânea da despesa. No que se refere à receita, o crescimento verificado no 1.º trimestre ficou ainda assim aquém do projetado para 2016, refletindo a evolução das outras receitas correntes, não obstante o desempenho da receita fiscal ter evidenciado uma evolução mais favorável do que a projetada no objetivo anual. Por sua vez, a redução evidenciada ao nível da despesa constituiu uma evolução de sentido contrário face ao previsto em termos anuais. Para este desvio contribuiu particularmente evolução da despesa com juros e das outras despesas correntes. As despesas com pessoal e o consumo intermédio cresceram menos do que o previsto, embora seja de esperar uma aceleração destas despesas no decorrer dos próximos trimestres.