Finanças públicas: Situação e condicionantes 2017-2021 – Atualização, CFP

Página criada: Quinta-feira, 28 Setembro 2017 15:43GMT | Atualizada: Quinta-feira, 28 Setembro 2017 15:58GMT

Comunicado de Imprensa:  28 setembro 2017 - 56 Página(s)
Palavras-Chave:
Atividade Económica   CFP   Defice  Sustentabilidade da Dívida

APRECIAÇÃO GLOBAL

O cenário de médio prazo com políticas invariantes desenvolvido neste relatório documenta a capacidade da economia portuguesa para reentrar numa trajetória de crescimento moderado e de reequilíbrio macroeconómico, na sequência de um forte ajustamento, compreendendo medidas de consolidação orçamental, a par com a criação de condições propícias para a retoma das exportações e do investimento. Assim, depois do crescimento esperado de 2,7% em 2017, graças à forte aceleração da formação bruta de capital fixo (FBCF) e das exportações, a que se associou a rápida quebra do desemprego e a retoma de confiança na economia, esta mantém taxas de crescimento que, embora desacelerando, lhe permitem continuar a criar emprego, manter as contas externas perto do equilíbrio e aproximar-se do cumprimento das regras orçamentais, tanto em termos nominais como estruturais. O défice orçamental (excluindo o impacto de medidas de apoio ao sistema financeiro) mantém-se inferior ao limite de 3% do PIB, estimando-se que atinja 1,4% em 2017 e se reduza até 0,2% em 2021, enquanto o rácio da dívida cai para 126,8% no final de 2017, baixando para 112,9% em 2021. Para a evolução projetada concorrem medidas temporárias e não recorrentes, nos anos de 2017 e 2021, pelo que défice ajustado desses efeitos se reduz de 1,6% para 0,6% do PIB, respetivamente (excluindo o impacto de medidas de apoio ao sistema financeiro).



Título original:  Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2017-2021 – Atualização

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