Inquérito às Despesas das Famílias 2015/2016, INE

Página criada: Segunda-feira, 17 Julho 2017 14:24GMT | Atualizada: Segunda-feira, 17 Julho 2017 14:42GMT

Comunicado de Imprensa:  17 julho 2017 - 14 Página(s)
Palavras-Chave:
Inquérito  Provisórios  Transportes

De acordo com os dados definitivos do Inquérito às Despesas das Famílias 2015/2016, a despesa total anual média dos agregados familiares foi de 20 363€, menos 28€ do que a despesa média obtida em 2010/2011 (20 391€). Em conjunto, as três principais componentes da despesa (habitação, alimentação e transportes) concentravam 60,3% da despesa total anual média das famílias residentes em Portugal em 2015/2016 ou seja mais 3,3 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao início da década (57,0%).

A despesa total anual média dos agregados com crianças dependentes (25 254€) era cerca de 44% superior à dos agregados sem crianças dependentes (17 494€).

Por região NUTS II, apenas o valor da despesa anual média da Área Metropolitana de Lisboa (23 148€) ultrapassava a média da despesa nacional (20 363€). O valor médio mais baixo situava-se em 16 856€, registado na Região Autónoma dos Açores.
Nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira registaram-se em 2014 taxas de risco de pobreza subjacente ao rendimento total  superiores a 20%. Estas duas regiões, a par da Área Metropolitana de Lisboa, registavam também coeficientes regionais de desigualdade superiores ao valor nacional.
Os rendimentos não monetários tiveram em 2014 um papel “equalizador” e de atenuação do fenómeno da pobreza e da exclusão social. Os rendimentos não monetários, correspondentes a autoconsumo, autoabastecimento, autolocação e recebimentos e salários em géneros, com um peso de 22,2% no rendimento total das famílias, permitiram uma redução de 3,4 p.p. no coeficiente de Gini e de 3,3 p.p. na taxa de risco de pobreza em 2014.

Faz-se notar que os dados relativos à despesa são definitivos, refletindo apenas ajustamentos face aos provisórios, divulgados em dezembro de 2016; os dados relativos ao rendimento total, pobreza e desigualdade, e a bens de conforto, são agora divulgados pela primeira vez.



Título original:  60% das despesas das famílias são em habitação, transportes e alimentação

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