Inquérito de Conjuntura ao Investimento, 2º Semestre 2016, INE

Página criada: Quinta-feira, 26 Janeiro 2017 12:00GMT | Atualizada: Quinta-feira, 26 Janeiro 2017 12:17GMT

Comunicado de Imprensa:  26 janeiro 2017 - 13 Página(s)
Palavras-Chave:
Entrepreneurship  Investimento  Investimento de Empreendedorismo  Investimento de Negócios  Investment Venture Capital

Empresas perspetivam aumento de 3,8% do seu investimento em termos nominais em 2017

Resumo

De acordo com as intenções manifestadas pelas empresas no Inquérito de Conjuntura ao Investimento de outubro de 2016 (com período de inquirição entre 1 de outubro de 2016 e 18 de janeiro de 2017), o investimento empresarial em termos nominais deverá apresentar uma taxa de variação de 3,8% em 2017. Os resultados deste inquérito apontam ainda para um aumento de 6,5% do investimento em 2016, traduzindo uma ligeira revisão em alta face às perspetivas reveladas no inquérito anterior (variação de 6,0%) e uma revisão mais acentuada face às perspetivas reveladas no inquérito de outubro de 2015 (variação de 3,1%).
Entre os objetivos do investimento, perspetiva-se, entre 2016 e 2017, uma redução da importância relativa dos investimentos orientados para a substituição, para a extensão da capacidade de produção e para outros investimentos, enquanto o investimento associado à racionalização e restruturação verá o seu peso relativo aumentar. O investimento de extensão da capacidade de produção destacou-se por ser o mais referido em ambos os anos.
O principal fator limitativo do investimento empresarial identificado pelas empresas nos dois anos analisados foi a deterioração das perspetivas de venda, seguindo-se, em 2016, a insuficiência da capacidade de autofinanciamento e, em 2017, a incerteza sobre a rentabilidade dos investimentos. Entre 2016 e 2017 prevê-se um aumento do peso relativo da deterioração das perspetivas de venda e da dificuldade em obter crédito bancário e uma redução do peso relativo da capacidade de autofinanciamento.

Resultados globais

Os resultados apurados no Inquérito de Conjuntura ao Investimento de outubro de 2016 (com período de inquirição entre 1 de outubro de 2016 e 18 de janeiro de 2017) apontam para que, em 2016, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) empresarial em termos nominais tenha registado um aumento de 6,5% face ao ano anterior (ver tabela 1). Esta taxa representou uma ligeira revisão em alta de 0,5 pontos percentuais (p.p.) face ao resultado obtido no inquérito de abril de 2016 (com período de inquirição entre 1 de abril e 4 de julho de 2016) e uma revisão mais acentuada face às perspetivas reveladas no inquérito de outubro de 2015 (variação de 3,1%)

 



Título original:  Empresas perspetivam aumento de 3,8% do seu investimento em termos nominais em 2017

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