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Cerca de 150 empresas portuguesas em exposição na Feira Internacional de Maputo

Página criada: Segunda-feira, 25 Agosto 2014 9:23 GMT

Palavras-Chave:
Investimento  Moçambique  Paulo Portas

Cerca de 150 empresas de capitais portugueses participam a partir de segunda-feira na Feira Internacional de Maputo (Facim), um terço das quais no pavilhão oficial de Portugal, numa missão liderada pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

Fonte da organização do evento disse à Lusa que o número de inscrições no pavilhão oficial é menor em relação à edição de 2013, mas a presença global na Facim de empresas portuguesas ou moçambicanas com capitais portugueses “está ao mesmo nível de anos anteriores e Portugal mantém-se de longe o país com maior representação empresarial na feira”.

Embora fora do enquadramento da missão organizada pela AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), várias empresas portuguesas vão também expor os seus produtos no pavilhão oficial, aproveitando o espaço aberto pela ausência de presenças habituais.

As inscrições para a Facim abriram em fevereiro, numa altura em que se faziam sentir os efeitos de receio dos sequestros na capital moçambicana, em paralelo com a situação económica em Portugal.

A missão portuguesa é liderada pelo vice-primeiro-ministro, que chegou no sábado à noite a Maputo, acompanhado pelos secretários de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, e da Alimentação, Nuno Vieira e Brito, e dois administradores da AICEP.

Paulo Portas visita pela quarta vez consecutiva a Facim na segunda-feira, coincidindo com a inauguração da 50.ª edição do evento pelo Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, em Marracuene, arredores de Maputo, e está de regresso a Lisboa, para participar no conselho de ministros, na terça-feira, Dia de Portugal na maior feira empresarial moçambicana.

Estão também previstas reuniões de Portas com autoridades moçambicanas, mas a agenda não foi ainda detalhada, embora, segundo o programa da Facim, o vice-primeiro-ministro se encontre com o Presidente moçambicano, quando Armando Guebuza visitar, ao fim da manhã de segunda-feira, o pavilhão português.

A visita de Paulo Portas decorre num período em que a economia moçambicana mantém previsões de crescimento acima dos 7% em 2014 e de aumento das trocas comerciais entre os dois países.

Portugal é desde 2008 um dos três maiores investidores estrangeiros em Moçambique, tendo no primeiro semestre deste ano sido o maior, à frente de África do Sul e China, e o que mais emprego criou.

A Facim recebeu a inscrição de 2700 empresas, mais 700 do que no ano passado, em representação de 26 países, refletindo o “súbito desenvolvimento” de Moçambique, disse à Lusa o presidente da entidade organizadora do evento, João Macaringue.

Além de Portugal e de Moçambique, que terá a maioria das presenças na Facim, a Alemanha com uma dúzia de empresas, e a Itália, com cerca de 90, também terão pavilhões próprios.

Os transalpinos fazem corresponder na feira a ofensiva diplomática realizada no último ano e que teve o seu auge com a primeira visita de um primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, em julho a Maputo.

A delegação italiana é chefiada pelo vice-ministro do Desenvolvimento Económico, Carlo Calenda, que esteve duas vezes na capital moçambicana nos últimos três meses, com delegações empresariais de Itália, refletindo o aumento das trocas comerciais entre os dois países, bem como o aumento do investimento direto em Moçambique.

Fundada em 1964 por empresários portugueses, a Facim foi das poucas marcas associadas ao regime colonial que sobreviveu à independência de Moçambique, representando há 50 anos a economia moçambicana.

HB // SMA