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Incubadora de Famalicão gerou empresa que produz fatos antifogo para bombeiros

Página criada: Quinta-feira, 5 Junho 2014 14:31 GMT

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Palavras-Chave:
Bombeiros  Famalicão  Fatos Antifogo  Incubadora

Uma empresa que fabrica fatos antifogo para bombeiros foi a primeira a “dar o salto” da incubadora inaugurada há um ano no Centro Tecnológico das Indústrias Têxteis e do Vestuário (CITEVE), em Famalicão, disse hoje o coordenador.

Segundo Francisco Guimarães, aquela empresa está “de malas aviadas” para Paços de Ferreira, onde se vai instalar depois de ter incubado no CITEVE.

Trata-se da OnWork, empresa responsável pelos uniformes de combate a fogos florestais recentemente entregues aos bombeiros de Carregal do Sal.

A empresa aposta também em fardas “repelentes da sujidade”, como óleo ou sangue, destinadas, nomeadamente, a cozinheiros e pessoal médico.

“Serão fardas mais fáceis de lavar e com pouco custo, que dispensam lixívias, com tudo o que isso significa de economia de meios e de ‘poupança’ do meio ambiente”, explicou um dos responsáveis da empresa.

Para Francisco Guimarães, a OnWork “é um caso de sucesso” da incubadora do CITEVE, que tem o nome oficial de Centro de Alto Rendimento em Investigação e Desenvolvimento Tecnológico.

A incubadora tem por objetivo apoiar o nascimento de empresas inovadoras na área do têxtil e do vestuário, marcadas pela tecnologia e pela inovação.

Tem sete gabinetes, dos quais seis estão ocupados.

Para terem acesso à incubadora, as empresas têm obrigatoriamente de apresentar projetos inovadores, dirigidos ao setor têxtil e do vestuário.

As empresas podem permanecer na incubadora durante um período máximo de três anos, pagando rendas “muito baixas” e beneficiando de um “contacto muito estreito” com o CITEVE, que lhes possibilita o acesso a “tudo o que de mais moderno e inovador” há no setor têxtil e do vestuário.

“Mas a ideia é que, como aconteceu com a OnWork, o período de permanência na incubadora seja menor, ou seja, que as empresas não precisem dos três anos paga ganharem asas para voarem”, disse ainda Francisco Guimarães.

A renda base naquela incubadora é de 100 euros, pagando ainda as empresas, no primeiro ano, sete euros por metro quadrado do espaço que ocupam.

No segundo ano, o valor por metro quadrado sobe para 7,5 euros e no terceiro para oito.

Algumas empresas optam por partilhar o mesmo gabinete, dividindo assim o valor das rendas.

VCP // JGJ