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Lucro da Teixeira Duarte cresce para 71,5 ME até setembro

Página criada: Segunda-feira, 1 Dezembro 2014 9:13 GMT

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Teixeira Duarte

O resultado líquido da Teixeira Duarte durante os primeiros nove meses atingiu os 71,5 milhões de euros, um crescimento significativo face aos 10,1 milhões de euros registados em período homólogo do ano passado, anunciou hoje o grupo.

Além do “melhor desempenho das empresas do grupo”, houve vários fatores com importância para esta evolução dos resultados, em especial os ganhos com diferenças de câmbio (mais 19,7 milhões de euros) e o ganho na compra da Tegaven-Teixeira Duarte Y Associados (mais 29,3 milhões de euros), informa a Teixeira Duarte, no relatório intercalar do terceiro trimestre enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Quanto ao volume de negócios, registou um crescimento de 5% entre janeiro e setembro, face ao período homólogo de 2013, atingindo 1,7 mil milhões de euros. Este aumento deveu-se fundamentalmente ao Brasil e à Venezuela, com crescimentos de 108,5% (para 134,5 ME) e 32,1% (para 211,6 ME), respetivamente, que são os dois maiores mercados do grupo a seguir a Angola (menos 1,2%, para 539,5 ME).

Já Portugal, que é neste momento o quarto mercado mais importante da construtora, registou “uma quebra de 29,2%” para 170,2 milhões de euros de contribuição para o volume de negócios, levando o peso da atividade no exterior a crescer de 78,5% para 85,5% no final de setembro deste ano.

De acordo com os dados hoje divulgados, nos primeiros nove meses do ano, a construção manteve-se o principal negócio do grupo, representando 47,4% das receitas (ou 556,5 ME) e com um crescimento de 2,6%, ajudada principalmente pelo Brasil e Venezuela, indica o relatório.

Já a área de concessões e serviços teve um aumento de 19,8% do volume de negócios, durante o mesmo período, embora com um peso de apenas 5,5% nas receitas globais (64,3ME), enquanto a parte de distribuição cresceu 15,5%, para um peso de 14,5% (170,9ME).

Quanto ao resultado antes de juros, impostos, deduções e amortizações (EBITDA), a Teixeira Duarte registou um aumento de 10,8% face ao mesmo período de 2013, para 164,7 milhões de euros, enquanto a margem EBITDA/volume de negócios passou de 13,3% para 14%.

No final de setembro, o resultado financeiro do grupo era negativo em 36,8 milhões de euros, registando, no entanto, uma melhoria de 50,3% face a igual período do ano anterior.

De acordo com a informação divulgada pela Teixeira Duarte, o principal contributo para essa evolução veio da variação do efeito das diferenças de câmbio, que tinha sido negativo em 10,5 milhões de euros no final de setembro de 2013 e foi positivo, em 25,4 milhões de euros, na mesma data em 2014. Outro fator importante foi a alienação de direitos do Banco Comercial Português, no valor de 22 milhões de euros, indica também.

Quanto ao endividamento líquido, registou um crescimento de 9,9% em relação ao final de 2013, passando para 1,3 mil milhões de euros no final de setembro, acrescenta.

Para o quarto trimestre de 2014, o grupo de construção prevê ainda que venha a ocorrer “um crescimento de atividade em vários países com expressão na atuação do grupo no mercado externo, nomeadamente na Venezuela”, sublinha no relatório.

No final do exercício, a Teixeira Duarte mantém também a previsão de chegar a proveitos operacionais consolidados de 1.600 milhões de euros.

IYS // ATR/MSF