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Manter Estado Social depende da capacidade de investir em inovação e ciência – Carlos Moedas

Página criada: Sexta-feira, 21 Novembro 2014 9:15 GMT

Temática
Palavras-Chave:
Inovação

O comissário europeu Carlos Moedas afirmou hoje que a manutenção do Estado Social depende da capacidade de investir em inovação, ciência e investigação porque isso irá trazer “melhores condições, melhores empregos e crescimento”.

O comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação falava no 24.º congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), que termina hoje em Lisboa.

“A Europa está, sem dúvida, lentamente a sair de uma das maiores crises económicas da história recente, e precisamos também de alguma sorte, mas precisamos acima de tudo de inovação, investir em projetos na área do conhecimento e da ciência, precisamos de melhor ambiente para o investimento, é a única forma de manter o Estado Social”, afirmou Carlos Moedas.

“Manter o nosso Estado Social depende da nossa capacidade de investir em inovação, ciência e investigação porque isso nos trará melhores condições, melhores empregos e crescimento e, dessa maneira, podemos abater dívida, essa dívida que arrasta os países na Europa e criar oportunidades de competir com o resto do mundo”, acrescentou o comissário europeu.

“Cabe ao poder político criar as condições favoráveis para a investigação, ciência e inovação. Se o poder político não o fizer” não haverá inovação, ciência, nem investigação, considerou, acrescentando que “cabe ao poder público financiar as áreas de investigação onde há falhas de mercado, mas há um limite para o papel da Comissão Europeia e dos governos”.

Moedas sublinhou que “os verdadeiros protagonistas” são “os empreendedores que apostam na investigação e desenvolvimento” e os “trabalhadores, que no dia a dia introduzem melhorias nos processos”, já que a inovação não é só tecnologia.

Na sua intervenção, Carlos Moedas lembrou que já tinha falado num dos congressos da APDC há alguns anos, recordando que na altura tinha criticado as políticas de inovação de Bruxelas.

“Não é por estar onde estou hoje que mudei a opinião” do que disse na altura, afirmou.

ALU// ATR