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Portugal coloca 1.240 milhões de euros em dívida a 6 e 12 meses a juros inferiores

Página criada: Quarta-feira, 21 Janeiro 2015 14:54 GMT

Palavras-Chave:
Bilhetes do Tesouro  Emissões  Gestão da Dívida Pública  IGCP  Juros da dívida  Mercado Primário

Portugal colocou hoje 1.240 milhões de euros em Bilhetes de Tesouro (BT) a seis e a 12 meses às taxas de juro de 0,108% e 0,221%, respetivamente, inferiores às registadas nos anteriores leilões comparáveis, foi anunciado.

Segundo a página da Agência de Gestão do Tesouro e da Dívida Pública (IGCP) na Bloomberg, em BT a seis meses foram colocados 300 milhões de euros a uma taxa média de 0,108%, abaixo da do anterior leilão comparável, de 0,243%, em julho do ano passado. A procura foi 2,60 vezes superior ao montante colocado, já que atingiu 781 milhões de euros.

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Em BT a 12 meses foram colocados 940 milhões de euros a uma taxa de juro média de 0,221%, também inferior à de 0,282% praticada no anterior leilão comparável em dezembro de 2014. Em relação à procura de BT a 12 meses, esta cifrou-se em 1.870 milhões de euros, 1,99 vezes superior ao montante colocado.

A última emissão de BT a seis meses realizou-se em julho de 2014, tendo sido colocados 400 milhões de euros a uma taxa de juro de 0,243%.

Já a emissão mais recente de BT a 12 meses ocorreu em dezembro do ano passado: foram colocados no mercado 850 milhões de euros a uma taxa de juro de 0,282%.

“É uma boa notícia o país conseguir financiar-se a taxas tão baixas”, considera o diretor de Gestão de Ativos do Banco Carregosa, Filipe Silva.

“Estas taxas são mínimos históricos, nunca o país conseguiu financiar-se a um custo tão baixo”, adiantou.

Filipe Garcia destaca o facto do montante colocado ter sido “um pouco acima do pretendido (até 1.000 milhões de euros)” porque “os investidores não têm alternativas”, referiu, adiantando que “a Alemanha a 10 anos paga 0,4% e a cinco anos a taxa é negativa”.

Em relação ao pagamento antecipado do empréstimo da ‘troika’, Filipe Silva referiu que “faz sentido, como tem sido discutido publicamente, o país financiar-se no mercado a taxas historicamente baixas para amortizar antecipadamente a ajuda externa”.

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou hoje no parlamento que Portugal vai proceder ao pagamento antecipado do empréstimo contraído ao Fundo Monetário Internacional (FMI) durante o resgate financeiro do país.

A governante, que está hoje a ser ouvida na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, disse que o Estado acumulou “um montante de reservas de liquidez muito significativo” que permite “enfrentar com muita tranquilidade” eventuais dificuldades futuras.

MC (SMS/ND) // MSF