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Portugal colocou Bilhetes de Tesouro a 6 e a 12 meses a juros mais baixos

Página criada: Quarta-feira, 18 Março 2015 15:08 GMT

Palavras-Chave:
Bilhetes de Tesouro  BT  IGCP

Portugal colocou hoje 1.250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro (BT) a seis e a 12 meses às taxas de juro de 0,047% e 0,094%, respetivamente, inferiores às registadas nos anteriores leilões comparáveis, foi anunciado.

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) na agência Bloomberg, em BT a seis meses foram colocados 300 milhões de euros a uma taxa média de 0,047%, abaixo da do anterior leilão comparável, de 0,108%, em janeiro. A procura foi 2,78 vezes superior ao montante colocado, já que atingiu 835 milhões de euros.

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Em BT a 12 meses foram colocados 950 milhões de euros a uma taxa de juro média de 0,094%, também inferior à de 0,138% praticada no anterior leilão comparável em fevereiro. Em relação à procura de BT a 12 meses, esta cifrou-se em 1.893 milhões de euros, 1,99 vezes superior ao montante colocado.
O IGCP tinha anunciado a realização de dois leilões de BT, um com vencimento em setembro deste ano e outro com maturidade em março de 2016, tendo como objetivo arrecadar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

A última emissão de BT a seis meses realizou-se a 21 de janeiro, tendo sido colocados 300 milhões de euros a uma taxa de juro de 0,108%.
Já a emissão mais recente de BT a 11 meses ocorreu a 18 de fevereiro, quando foram colocados 1.000 milhões de euros a uma taxa de juro de 0,138%.
Segundo o diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, Filipe Silva, nos dois leilões de hoje registaram-se “novos mínimos nas taxas”, tanto nos seis meses, como nos 12 meses.

“Estes mínimos são, essencialmente, consequência do plano de compra de dívida do Banco Central Europeu”, referiu Filipe Silva, explicando que, apesar de o BCE não comprar BT, as taxas destes seguem as taxas das Obrigações do Tesouro (OT).

Nesta conjuntura de movimento de compressão nas taxas da dívida, nalguns casos, já em níveis negativos, faz todo o sentido o IGCP aproveitar para emitir e baixar o custo médio da dívida portuguesa, referiu ainda o responsável do Banco Carregosa.

MC (ND) // CSJ