Caixa Geral de Depósitos reduz prejuízos para 39 milhões de euros no primeiro trimestre

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Página criada: Quarta-feira, 14 Junho 2017 15:16 GMT | Atualizada: Sexta-feira, 16 Junho 2017 14:41 GMT

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Novo Banco melhora desempenho mas continua com resultados negativos

A Caixa Geral de Depósitos e o Novo Banco melhoraram os seus resultados financeiros no primeiro trimestre de 2017, mas continuaram a registar prejuízos. A agência de rating DBRS analisou os resultados de 2016 do sistema bancário português,   elogiou as melhorias no balanço e reforço de capitais.

No primeiro trimestre do ano, e após o início da implementação do plano estratégico, a Caixa Geral de Depósitos reduziu prejuízos para 39 milhões de euros, devido à descida de custos não recorrentes em 58 milhões de euros. A margem financeira cresceu 18,4% para 326 milhões de euros, mas as comissões líquidas cobradas aos clientes desceram 3,7% para 108,7 milhões de euros. Os custos operacionais fixaram-se em 345,5 milhões de euros, o que corresponde a uma subida de 16%, e as provisões e as imparidades subiram 34,6% para 112,8 milhões de euros. O rácio Common Equity Tier 1, que já inclui a capitalização do Estado de 3 900 milhões de euros, ficou em 12,3%, 0,3 pp acima do valor registado no final de 2016.

O Novo Banco fechou o primeiro trimestre com prejuízos de 130,9 milhões de euros, em resultado de uma redução de custos, provisões e imparidades, que compensaram a diminuição dos proveitos do banco. O produto bancário caiu 22,8% para 180,8 milhões de euros e as provisões e imparidades também baixaram para 137,4 milhões de euros. Já o rácio Common Equity Tier 1 fixou-se em 10,8% no final deste trimestre, o que corresponde a uma redução face aos 12% registados no final de 2016.

A agência de notação financeira canadiana DBRS publicou uma análise aos resultados de 2016 do setor bancário português onde considera que, apesar dos bancos ainda terem registado elevados prejuízos, melhoraram a sua rentabilidade, a qualidade dos ativos e a capacidade para gerar um maior volume de receitas no longo-prazo, fruto da adopção de planos de reestruturação. A DBRS sugere que os bancos devem executar os planos de redução de créditos problemáticos e não produtivos que continuam a ser dos mais elevados da Europa. A agência nota ainda que os reforços de capital realizados já no primeiro trimestre de 2017, deverão resultar num fortalecimento da capacidade dos bancos para enfrentar desafios futuros.

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