Dívida pública no primeiro trimestre de 2017 ascende a 130,5% do PIB

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Página criada: Quinta-feira, 3 Agosto 2017 11:55 GMT | Atualizada: Quinta-feira, 3 Agosto 2017 15:14 GMT

Palavras-Chave:
Défice orçamental  Dívida Pública

Excedente primário até junho diminuiu 133,8 milhões de euros face ao período homólogo

O défice das Administrações Públicas fixou-se em 3 075,2 milhões de euros até junho, superior em 264,5 milhões de euros ao registado em igual período de 2016. A dívida direta do Estado aumentou 0,4% em junho de 2017. Em comparação com os restantes países da União Europeia, Portugal registou o terceiro maior rácio de dívida pública sobre o PIB e o sexto maior aumentopercentual face ao ano anterior.

De acordo com a execução orçamental até junho de 2017, na óptica da contabilidade pública, as Administrações Públicas registaram um défice de 3 075,2 milhões de euros, o que se traduz num agravamento de 264,5 milhões de euros face ao défice de 2 810,7 milhões de euros registado no período homólogo.

Esta deterioração resultou do aumento de 1% da receita ter sido inferior ao aumento de 1,6% da despesa. O saldo primário registou um valor positivo de 2 018,1 milhões de euros, inferior em 133,8 milhões de euros ao registado em igual período do ano passado.

No 1º trimestre de 2017, Portugal registou um défice orçamental (provisório) de 0,5% do PIB, o que compara com o défice de 1,6% registado no período homólogo. Segundo o Eurostat, este défice não inclui qualquer impacto da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos. A recapitalização é estimada em 4 874 milhões de euros, dos quais 3 944 milhões foram feitos pelo Estado português, montante que ascende a 2,1% do PIB anual projetado. Espera-se que o valor final do défice seja divulgado em setembro de 2017.

Relativamente à dívida direta do Estado Português, publicada pela Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), o valor fixou-se em 244 644 milhões de euros em junho de 2017, o que representa um aumento de 0,4% face ao final do mês anterior.

  • O IGCP, no dia 17 de julho, emitiu 1 200 milhões de euros de Obrigações do Tesouro para o retalho com uma taxa de juro de 1,6%, inferior à taxa de 2,2% cobrada em abril de 2016, tendo vindo a baixar a taxa de juro paga aos subscritores desde esse período.

    Na emissão de Bilhetes do Tesouro, o Estado obteve nas maturidades a 6 e 12 meses, taxas inferiores às do último leilão, que já eram as mais baixas alguma vez obtidas, reforçando a tendência a que se tem assistido nos leilões realizados nos últimos meses. O IGCP leiloou 1 750 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro, sendo 1 250 milhões de euros a 12 meses com uma yield de -0,259%, inferior à yield de -0,153% registada no leilão de maio, e 500 milhões de euros a seis meses com uma yield de -0,292%, inferior ao anterior mínimo de -0,21% verificado na última emissão.

De acordo com o Eurostat, Portugal registou uma dívida pública de 243 487 milhões de euros no primeiro trimestre de 2017, o equivalente a 130,5% do PIB, mais 10 187 milhões de euros (1,6 pp) face ao período homólogo. Em comparação com os restantes países da União Europeia, Portugal registou o terceiro maior rácio de dívida pública sobre o PIB e o sexto maior aumento percentual face ao ano anterior.

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