Dívida pública no segundo trimestre de 2017 ascende a 132,4% do PIB

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Página criada: Sexta-feira, 15 Setembro 2017 16:56 GMT | Atualizada: Segunda-feira, 18 Setembro 2017 17:57 GMT

Palavras-Chave:
Bilhetes do Tesouro   Defice  Dívida  Dívida Pública   IGCP   INE   Portugal

Excedente primário até julho aumentou 1 376,9 milhões de euros face ao período homólogo

O défice das Administrações Públicas fixou-se em 3 762,7 milhões de euros até julho, o que representa uma melhoria de  1 153,1 milhões de euros face ao registado em igual período de 2016. A dívida direta do Estado diminui 0,2% em julho de 2017. A dívida pública na ótica de Maastricht ascendeu a 249 084 milhões de euros no segundo trimestre de 2017, o equivalente a 132,4% do PIB, representando uma subida de 1,9 pp face ao trimestre anterior. A meta do Governo para este ano é de 127,9% do PIB.  

De acordo com a execução orçamental até julho de 2017, na óptica da contabilidade pública, as Administrações Públicas registaram um défice de 3 762,7 milhões de euros, o que se traduz numa melhoria de 1 153,1 milhões de euros face ao défice de 4 915,8 milhões de euros registado no período homólogo.

Esta melhoria resultou do aumento de 3,2% da receita ter sido superior ao aumento de 0,5% da despesa. O saldo primário registou um valor positivo de 1 725,9 milhões de euros, superior em 1 376,9 milhões de euros ao registado em igual período do ano passado.

  • Relativamente à dívida direta do Estado Português, publicada pela Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), o valor fixou-se em 244 220 milhões de euros em julho de 2017, o que representa uma diminuição de 0,2% face ao final do mês anterior e de 3,5% face ao período homólogo.

    O IGCP, no dia 30 de agosto, recomprou 1 735,7 milhões de euros de Obrigações do Tesouro que venciam nos próximos três anos, tendo oferecido em troca nova dívida a cinco anos. Com esta operação de troca de títulos, o IGCP conseguiu adiar o pagamento de 426,7 milhões de euros em dívida que deveria ser devolvida em 2018. Em relação às obrigações com maturidade em 2019 e 2020, o IGCP recomprou 401 milhões de euros e 908 milhões de euros, respetivamente, conseguindo adiar o seu pagamento para 2022.

    Na emissão de Bilhetes do Tesouro, o Estado obteve nas maturidades a 3 e 11 meses, taxas inferiores às do último leilão, que já eram as mais baixas alguma vez obtidas, reforçando a tendência a que se tem assistido nos leilões realizados nos últimos meses. O IGCP leiloou 1 000 milhões de euros  em  Bilhetes  do  Tesouro,  sendo  750  milhões  de  euros  a  11 meses  com  uma  yield  de -0,291%, inferior à yield  de -0,264% registada no leilão de junho, e 250 milhões de euros a três meses com uma yield de -0,348%, inferior ao anterior mínimo de -0,337% verificado na emissão anterior.

    De acordo com o Banco de Portugal, o país registou uma dívida pública de 249 084 milhões de euros no segundo trimestre de 2017, o equivalente a 132,4% do PIB, fixando-se acima dos 130,5% registados no primeiro trimestre de 2017 e dos 130,3% verificados no final de 2016. A meta do Governo para 2017 é uma redução para o valor de 127,9% do PIB.

Quarta-Feira, 30 agosto 2017 13:24

Na operação de troca, o Estado recomprou 1.740 milhões de euros de obrigações com vencimento entre 2018 e 2020. E emitiu 1.790 milhões de euros de novos títulos com maturidade em 2022....

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