Fitch sobe outlook da dívida nacional

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Página criada: Sexta-feira, 7 Julho 2017 15:35 GMT | Atualizada: Sexta-feira, 7 Julho 2017 15:40 GMT

Palavras-Chave:
Banca Portuguesa  Dívida Directa  Emissão de Bilhetes do Tesouro  Fitch  IGCP   Obrigações do Tesouro   Orçamento

Excedente primário até maio aumentou 111,9 milhões de euros face ao período homólogo

O défice das Administrações Públicas fixou-se em 697,8 milhões de euros até maio, superior em 359,3 milhões de euros ao registado em igual período de 2016. A dívida direta do Estado diminuiu 0,2% em maio de 2017. No passado dia 16 de junho, a agência de notação financeira Fitch subiu o “outlook” da dívida nacional, de estável para positivo, tendo mantido a notação soberana em “lixo”

De acordo com a execução orçamental até maio de 2017, na óptica da contabilidade pública, as Administrações Públicas registaram um défice de 697,8 milhões de euros, o que se traduz num agravamento de 359,3 milhões de euros face ao défice de 338,5 milhões de euros registado no período homólogo.

Esta deterioração resultou do aumento de 0,2% da receita ter sido inferior ao aumento de 1,4% da despesa. O saldo primário registou um valor positivo de 904,3 milhões de euros, superior em 111,9 milhões de euros ao registado em igual período do ano passado.

A diminuição da receita fiscal deveu-se, essencialmente, à redução de 13,1% da receita dos impostos directos, apesar de um crescimento de 1,3% do valor dos impostos indirectos. Quanto ao aumento da despesa, destaca-se o aumento da despesa com aquisição de bens e serviços, nomeadamente no sector da saúde, e da rubrica das outras despesas.

Relativamente à dívida direta do Estado Português, publicada pela Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), o valor fixou-se em 243,6 mil milhões de euros em maio de 2017, o que representa uma diminuição de 0,2% face ao final do mês anterior, mas um aumento de 4,6% face ao período homólogo.

  • No âmbito do Programa de Assistência Financeira, a dívida situou-se em 65,7 mil milhões de euros em maio de 2017 (35,6% do PIB), menos 403 milhões de euros do que o registado no mês anterior, dos quais 27,3 mil milhões de euros dizem respeito ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, 24,3 mil milhões de euros ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira e 14,2 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional.

    O IGCP, no dia 14 de junho, emitiu 1 250 milhões de euros de Obrigações do Tesouro, sendo 750 milhões de euros com maturidade de dez anos e com uma yield de 2,851%, inferior à yield de 4,227% paga na última emissão, e 500 milhões de euros com maturidade de cinco anos e com uma yield de 1,198%, inferior à taxa de 1,828% paga na última emissão comparável.

Na emissão de Bilhetes do Tesouro, o Estado obteve nas maturidades a 3 e 11 meses, taxas inferiores às do último leilão, que já eram as mais baixas alguma vez obtidas, reforçando a tendência a que se tem assistido nos leilões realizados nos últimos meses. O IGCP leiloou 1 250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro, sendo 1 000 milhões de euros a 11 meses com uma yield de -0,264%, inferior ao anterior mínimo de -0,135% registado no leilão de abril, e 250 milhões de euros a três meses com uma yield de -0,337%, inferior ao anterior mínimo de -0,266% verificado na última emissão.

Esta foi a primeira ida ao mercado por parte do Tesouro português depois de, no passado dia 16 de junho, a agência de notação financeira Fitch ter subido o “outlook” da dívida nacional, de estável para positivo, tendo mantido a notação soberana em “lixo”. A agência refere que espera que o Governo português continue a aplicar uma política orçamental mais apertada, enquanto mantém a estabilidade política no país com apoio parlamentar maioritário.

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