PIB cresceu abaixo da UE e Zona Euro no segundo trimestre

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Página criada: Terça-feira, 4 Outubro 2016 17:02 GMT

Palavras-Chave:
Balança de Pagamentos   Comércio internacional  Exportações  HICP   IMF   Importações  Inflação  PIB   PIB  União Europeia   Zona Euro

Atividade turística com subida a dois dígitos em julho de 2016

A economia portuguesa cresceu 0,9% em termos homólogos no segundo trimestre de 2016. O saldo da balança de pagamentos deteriorou-se nos primeiros sete meses do ano mas continua positivo. A atividade turística manteve o elevado ritmo de crescimento em julho. O FMI concluiu que a recuperação económica em Portugal está a perder força. Portugal desceu oito lugares no Relatório Global da Competitividade do World Economic Forum.

O PIB português subiu 0,9% em termos homólogos no segundo trimestre de 2016, um crescimento inferior ao registado na Zona Euro (1,6%) e na União Europeia (1,8%).

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Quanto à balança de pagamentos, e de acordo com o Banco de Portugal, o saldo conjunto da balança corrente e de capital foi de 249 milhões de euros nos primeiros sete meses do ano, inferior ao valor de 1 161 milhões de euros registados no mesmo período de 2015.

A balança de bens e serviços apresentou um excedente de 2 186 milhões de euros até julho, superior aos 1 607 milhões de euros assinalado no período homólogo, como resultado de uma redução das importações (2,7%) superior ao das exportações (1,3%).

De acordo com as estatísticas do comércio internacional do Instituto Nacional de Estatística (INE) para julho de 2016, as exportações e importações de bens decresceram 4,6% e 7,2%, respetivamente, face ao mesmo mês do ano anterior. Excluindo os Combustíveis e Lubrificantes, tanto as exportações como as importações registaram uma descida de 3,1% vis-à-vis julho de 2015. Nos primeiros sete meses do ano, as exportações e as importações caíram 1,9% e 2,2%, respetivamente, face ao período homólogo, com o défice da balança comercial a apresentar uma melhoria residual de 225 milhões de euros.

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A atividade turística manteve a tendência de crescimento em julho de 2016, com os estabelecimentos hoteleiros a registarem 2,1 milhões de hóspedes e 6,5 milhões de dormidas, o que significa crescimentos homólogos de 10,2% e 7%, respetivamente. Os proveitos totais aumentaram 16,8% e os de aposento 17,5%.

  • A taxa de variação anual do Índice de Preços no Consumidor (IPC) subiu para os 0,7% em agosto de 2016. O indicador de inflação subjacente (IPC excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de 0,6%. O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), que serve de comparação entre os diferentes países da União Europeia, registou uma variação homóloga de 0,8% em agosto. Este valor é superior em 0,6 p.p. e em 0,5 p.p. ao registado na Zona Euro e na União Europeia, respetivamente.

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Quanto ao indicador de clima económico do INE, estabilizou em setembro, depois de ter aumentado em julho e agosto. O Banco de Portugal publicou o indicador coincidente, que aumentou pelo segundo mês consecutivo, após ter estabilizado em junho. Após um interregno de 2 meses, a OCDE voltou a publicar os Indicadores Compósitos – com os dados respeitantes ao mês de julho. Para Portugal, o índice registou em julho o valor de 100,64, correspondente a um crescimento face ao mês anterior, prosseguindo a trajetória ascendente que já dura desde janeiro, onde havia registado 100,17.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou, no dia 22 de setembro, o relatório da quarta monitorização pós-programa de ajustamento, elaborado a 5 de agosto. O FMI concluiu que a recuperação económica em Portugal está a perder força, com o crescimento do PIB a ser travado pelo baixo crescimento das exportações e pelo fraco investimento.

O World Economic Forum apresentou o Relatório Global da Competitividade 2016-2017, onde Portugal desce oito posições, para o 46º lugar. Dos doze pilares avaliados, Portugal baixou em sete pilares, subiu em quatro e manteve a sua posição no pilar referente à disponibilidade tecnológica. Caiu dez posições em educação superior e formação; nove posições em desenvolvimento do mercado financeiro; sete posições em instituições; seis posições em inovação e em eficiência do mercado de bens; cinco posições em sofisticação empresarial e duas posições em dimensão de mercado. Subiu nove posições em saúde e educação primária; sete posições em ambiente macroeconómico; duas posições em eficiência do mercado de trabalho e uma posição em infraestruturas. O Inquérito de Opinião dos Empresários concluiu que o nível de impostos, a ineficiência derivada da burocracia governamental, a instabilidade de políticas, as restrições das leis laborais e a complexidade da regulamentação fiscal são os maiores obstáculos à atividade empresarial em Portugal. Contudo, o acesso ao financiamento continua a melhorar em Portugal desde 2012.

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